Uma mulher, Luísa Siqueira, de 30 anos, foi atingida por um rojão enquanto comemorava a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições.
O incidente ocorreu na noite do último domingo, 25 de outubro, durante apuração na praça pública de Cerqueira César, interior de São Paulo.
Luísa estava celebrando com cerca de 100 pessoas quando o artefato explodiu, causando perda de audição em um dos ouvidos, além de queimaduras.
O caso levanta preocupações sobre segurança e motivações políticas, pois Luísa e seu irmão, Matheus Siqueira, são apoiadores do PT.
Detalhes do incidente
No último domingo, 25 de outubro, uma mulher atingida por rojão estava celebrando a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Cerqueira César, interior de São Paulo, quando foi ferida. Luísa Siqueira, de 30 anos, sofreu ferimentos no pescoço e perdeu a audição em um dos ouvidos, em decorrência da explosão.
Luísa estava em casa, acompanhada de amigos e familiares, mas logo se juntou a um grupo de aproximadamente 100 pessoas na praça principal da cidade para comemorar o resultado. De acordo com o boletim de ocorrência, antes do incidente com o rojão, ela e uma amiga foram alvo de provocação e gestos obscenos por um homem desconhecido.
A vítima relatou que durante as comemorações, um grupo passou a direcionar ameaças e ofensas, e agora acredita que o disparo do rojão foi intencional, uma vez que já era alvo de provocações devido ao seu apoio político.
Motivação política por trás do ataque
Luísa e seu irmão, Matheus Siqueira, afirmam que a agressão pode ter sido motivada por questões políticas. Matheus, que é dirigente do PT na região e já atuou como vereador, destacou que a agitação política em torno das eleições estava intensa, e os apoiadores de Lula frequentemente se confrontavam com os opositores, principalmente os simpatizantes de Jair Bolsonaro.
Segundo relatos de Matheus, havia pessoas celebrando antecipadamente a vitória de Bolsonaro com rojões, o que gerou uma situação de tensão, culminando no ataque à sua irmã. Ele afirmou que a ação de mirar o rojão em direção à Luísa foi uma clara provocação de cunho político.
Ao buscar por informações sobre o ataque, Matheus afirmou que várias pessoas viram o que aconteceu e a identidade do responsável já é conhecida pelo grupo familiar, mas a confirmação ainda depende das imagens de câmeras de segurança da praça.



